Desafios · Relações Públicas

É tudo uma questão de interpretação 2.0

Há três meses atrás dei inicio a este blog. No inicio estava reticente quanto a este projeto, não sabia bem como lhe ia dar forma ao longo dos tempos. Passado três meses, olho para ele, e para cada post, com outra perspetiva. Sinto um certo orgulho e carinho pelo tempo que dediquei ao blog em si e a cada que publicação que escrevi. Mas, na realidade, acaba por ser sempre assim, não é? Os projetos mais desafiantes quando começam a ganhar forma e uma certa estrutura acabamos sempre por sentir que o nosso esforço valeu a pena. Assim, achei interessante fazer uma atualização do meu primeiro post do blog, não porque a minha perspetiva tenha mudado, mas porque sinto que se tornou mais madura.

Os RP são uma forma de interpretar o mundo

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Como sabemos todas as organizações têm diversos públicos. Todos eles com crenças, interesses, desejos e opiniões distintas.  Muitos deles até esperam coisas diferentes da relação que estabelecem com a organização. Assim, criar uma relação baseada em pilares de confiança e fidelidade com os diferentes públicos torna-se um desafio para as organizações, especialmente quando o mercado está cada vez mais competitivo e existem cada vez mais organizações a oferecer o mesmo tipo de produtos. Torna-se, assim, imprescindível que as organizações investiguem todo o  seu contexto organizacional, sabiam ouvir os seus variados públicos para que possam agir em conformidade com as diferentes opiniões.

Neste sentido, a presença de um Relações Públicas nas organizações torna-se, cada vez mais, indispensável. Isto porque, as competências, as  técnicas e os valores associados à profissão de Relações Públicas permitem que este profissional consiga recolher informação relevante de todo o contexto organizacional. Esta informação é, posteriormente, alvo de uma profunda análise e interpretação para que sejam tomadas as melhores decisões e que a organização se consiga melhor adaptar aos seus variados públicos, tão distintos entre si.

Isto é uma tarefa fácil?

Não, de todo e nos dias que correm torna-se ainda mais difícil. Atualmente, com o desenvolvimento tecnológico, torna-se imprescindível que as organizações estejam presentes no mundo digital, isto trás vantagens às organizações, sendo que uma delas é a facilidade de comunicação com os seus diferentes públicos. Contudo, as organizações ao estarem presentes na Internet, podem ser encontradas por qualquer pessoa, esteja ela em que parte do mundo estiver. Assim, a Internet faz com que uma organização possa ter uma grande multiplicidade de stakeholders, todos com culturas, conceitos e opiniões diferentes. É por isso que considero que as RP uma forma de interpretar o mundo. Este profissional tem de conseguir perceber todo o contexto organizacional, saber onde está a dor, mas também onde estão as grandes potencialidades que podem ser aproveitadas pela empresa. Tem de fazer a melhor interpretação do contexto organizacional, fazer escolhas, de modo a adaptar a comunicação a uma multiplicidade de stakeholders.

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Experiência pessoal

Recentemente estive envolvida num projeto internacional de Relações Públicas, de nome GlobCom. Este projeto, para mim, foi a maior prova de que as Relações públicas são uma forma de interpretar o mundo. Éramos todos estudantes de Relações Públicas, mas muitas vezes determinados conceitos mudavam de país para país, era necessário estarmos sempre atentos a tudo, de modo a perceber se a interpretação que todos faziam de um dado conceito era a mesma, para que no fim o trabalho bate-se certo. Por vezes aconteciam mal entendidos, era necessário recuar, garantir que a interpretação que todos faziam dos vários aspetos era a mesma, para conseguirmos avançar.

Para além disso, neste projeto tivemos que desenvolver uma campanha global. Uma campanha global significa trabalhar com diferentes países, com pessoas com culturas, ideias,  opiniões e contextos distintos. Daí, o facto de o profissional de Relações Públicas ser uma forma de interpretar o mundo. Esta campanha exigiu de nós uma fase de grande pesquisa e investigação. Tivemos que perceber o panorama de cada país envolvido, bem como os seus aspetos culturais e grau de conhecimento que tinham sobre o assunto em questão. Só depois desta fase de investigação nos foi possível começar a pensar na campanha em si. Uma campanha que servi-se na perfeição a todos os diferentes países, com culturas e pessoas diferentes. Uma campanha com base na interpretação que fizemos da fase de pesquisa.

“Os Rp são uma forma de interpretar o mundo” nunca me fez tanto sentido como agora.

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