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Para quem desconhece o processo de RP em quatro etapas, também conhecido como abordagem sistémica, é um processo funcional pelo qual os profissionais de Relações Públicas se devem reger para a realização do seu trabalho e serem eficazes na gestão/resolução de problemas. Este processo é constituído por quatro importantes etapas:

  1. Investigação;
  2. Planificação/Programação;
  3. Ação/Comunicação;
  4. Avaliação.

Contudo, neste post, pretendo focar-me apenas na análise da primeira etapa do processo – a Investigação –  de modo a realçar a sua importância para o sucesso  do trabalho de um Relações Públicas.

Tem lógica o facto de a Investigação ser a primeira etapa deste processo,  pois um bom plano de atuação apenas pode ser desenvolvido caso se saiba, claramente, qual o problema ou oportunidade da organização . Nesse sentido, a Investigação é fundamental uma vez que permite a realização de uma pesquisa minuciosa de informação para que, deste modo, se perceba melhor o panorama organizacional e, assim, se possa encontrar a solução mais adequada ao mesmo.

A profissão de Relações Públicas possui na sua base funções de gestão e planeamento, e cargos com estas funções apenas podem fundamentar o porquê das  suas práticas, com base em investigações bem conduzidas. É neste sentido, que para levar a cabo uma Investigação, é necessário a existência de um olho clínico, para perceber com clareza quais os obstáculos ou oportunidades a que uma organização está sujeita. Assim, se um profissional de Relações Públicas realizar uma investigação produtiva, irá fornecer à administração da organização um diagnóstico eficaz dos problemas/oportunidades a que esta está sujeita. Isto possibilita à organização uma constante aprendizagem e um planeamento estratégico de todos os seus passos, evitando que esta “ande às escuras”.

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A investigação é a primeira etapa, contudo deve ser executada ao longo de todo o processo, pois podem sempre existir alterações no meio envolvente, uma vez que este não é estático. Assim, desta forma é-nos possível antecipar possíveis problemas e adaptar constantemente o plano à realidade organizacional. Contudo, apesar de ser uma parte fundamental para o sucesso de todo o plano, a Investigação é, muitas vezes, uma etapa ignorada por partes das organizações. O profissional de Relações Públicas deve fazer todos os esforços para que tal não se suceda, pois só é possivel a organização aproveitar uma oportunidade ou resolver um problema pelo qual esteja a passar, se estiver munida de informação relevante. Assim, torna-se importante saber qual o nosso inimigo, conhecê-lo a fundo, para que todas as nossas ações tenham uma maior possibilidade de sucesso na hora de agir, daí o facto de a Investigação ser tão importante para a se alcançar uma vitória.

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Deste modo, pode-se dizer que o conceito de Investigação se encontra bastante relacionado com o de Inteligência Competitiva. Este último, deve ser visto como um processo que permite a recolha de informação e de conhecimento sobre todo o ambiente externo e interno da organização, com o principal intuito de encontrar oportunidades, mas também de reduzir os riscos a que a organização possa estar sujeita. Assim, deve ser entendida como aquilo que assegura o acesso, a recolha e a interpretação de toda a informação e conhecimento relacionado com a organização, de modo a auxiliar na tomada de decisões estratégicas e táticas.

Visto que nos encontramos num mercado cada vez mais competitivo, torna-se importante conhecer todos os aspetos da organização, aliás a maturidade da mesma revela-se, na utilidade que dá à informação recolhida e na aplicabilidade do conhecimento obtido. Uma empresa que valorize a etapa de Investigação e o processo de Inteligência Competitiva, que realiza a monitorização constante da sua envolvente e tenta compreender a informação obtida, irá optar pela implementação de decisões e estratégias que melhor se adequem ao panorama organizacional tendo, assim, mais batalhas ganhas. 

Como tenho vindo a referir em posts anteriores, o mundo digital e os social media são elementos fundamentais para as organizações, assim, a monitorização  de todo o ambiente digital torna-se num aspeto fundamental . Para se investigar e fazer uma  monitorização do ambiente online torna-se importante conhecer o uso de ferramentas como o KEYHOLE.  Esta ferramenta permite-nos pesquisar hastags, palavras -chave ou URLs e dá-nos informação sobre quantas pessoas postaram uma hastag, o número de retweets e likes que ela conseguiu gerar. Para além disso, permite verificar as pessoas mais influentes que divulgaram a hastag pesquisada. Porque é que que o KEYHOLE é importante? Porque nos permite adquirir informação e conhecimento, quer sobre o campanhas que a nossa organização possa estar a desenvolver e o alcance que esta está a gerar, como nos permite conhecer melhor o nosso inimigo, e aqui leia-se empresas concorrentes de modo a perceber o alcance que as suas campanhas estão a ter. Para além disso, é  também útil para perceber os assuntos mais falados do momento. Como exemplo, deixo os resultados que o KEYHOLE me forneceu quando pesquisei por #Brussels:

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Rita Cavalheiro

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